terça-feira, 30 de agosto de 2011

Wouldn't That Be Sweet ?

Paris

O que falar de Paris ? Fui pra lá três vezes. A primeira, com umas amigas que fiz em Amboise (e foi dessa vez que fui pra Versailles). A segunda e a terceira sozinha. 
De primeira, eu achava que não ia gostar tanto de Paris. Na minha cabeça, eu já a achava cinza demais (o que nunca me incomodou em São Paulo), suja demais (mesma coisa) e fedorenta demais (haha, como ela parecia com São Paulo na minha cabeça!). Ela é, sabe, cinza, suja e um tanto fedorenta. Mas também é linda. Os prédios, arredondados, decorados, gracinhas. E as ruas, cinzas e sujas, gracinhas. Haha. Não sei o que Paris tem, mas é bem amável. Mesmo o metrô, que fede de um fedor indescritível, dá pra amar. Principalemente que tem mil estações, neah. 
O que andei visitando foi a Champs-Elysées, o Arco do Triunfo, a Ópera, a Madeleine, torre Montparnasse, a torre Eiffel, é claro, Hôtel des Invalides, Musée des Armes (onde fica o Napoleão), praça da Concórdia, praça da Bastilha, praça Vendôme, a Notre Dame, a Conciergerie, a Sainte Chapelle, o Louvre (incluindo o museu das artes decorativas - e o museu da moda!), museu do Orsay, museu Delacroix, museu Rodin, centro Pompidou, o Moulin Rouge, a Sacré Coeur, entre outras coisas. Uau. Bastante coisa. Haha. Não sabia que eu tinha visto tanta coisa assim em Paris. Mas então.
O Centro Pompidou é bem legal. Tanto a arte quanto a vista que você tem lá de dentro. E, falando em arte, o Musée d'Orsay é meu preferido. Pelos quadros e pelo prédio, que é maravilhoso. O Louvre é o Louvre, neah ? Não precisa de mim o indicando. No museu do Rodin, você vê O Pensador, que é bem legal. A Notre Dame vale mil vezes mais por fora do que por dentro. Mil vezes. A torre Montparnasse tem a minha vista preferida da cidade (dizem que é a melhor, porque não dá pra ver ela mesma de lá; melhor estar na Montparnasse vendo a Eiffel, do que o contrário. A Sacré Coeur cansa de nos fazer chegar até lá. A maldição de Montmartre, hein ? Mas a vista também é linda, como a igreja. O resto todo vale a pena também. 
Paris é uma das cidades das quais eu mais gostei. Acho que está Berlim, Paris, Bruxelas. Em questão de morar lá, quero dizer. Em questão de visita turística, Berlim, Praga, Veneza, Paris. Hehe. E em questão de viagem, da minha estadia lá, Berlim, Copenhague, Praga, Viena. Haha. Por aí.



Bruxelles

Qualquer pessoa que fosse resumir bruxelas em algumas palavras diria Cerveja, Chocolate, Art Nouveau. Agora, me diz se não é pra amar uma cidade assim ? Uma cidade bilíngue e linda como Bruxelas. Pra começar pelo nome. Sempre gostei do nome Bruxelas. Parece cidade das bruxas. Interessante. E depois, só a cultura Cerveja + Art Nouveau já me conquista. É a cidade onde tem a casa do Victor Horta, o que é suficiente pra eu me apaixonar.
Me dei bem com a cidade. Acho que é por isso que eu moraria lá. Me dei bem com o metro, com as pessoas, com a arquitetura. Até achei uma lanchonete onde eu comi COXINHA. Haha. Valeu a pena.
Vale visitar a grande praça, que tem os prédios mais lindos da cidade (sem contar com a casa do Horta, é CLARO), e por perto, as ruas são gracinhas, tem bares legais, onde pode-se tomar cervejas trapistas. Ah, Bruxelas é praticamente perfeita. Haha. Voltaria lá amanhã, se pudesse.

If I Could Escape

Perdoem minha falta de interesse pelo meu próprio blog. Vou ver se consigo resumir bem as viagens que fiz desde Copenhague para poder atualizar isso daqui.


Praha
Bom, Praga. Fui pra Praga com uma amiga francesa que tinha estudado na mesma escola de Alemão que eu. E fomos na páscoa. Uma muçulmana e uma atéia comemorando a páscoa em Praga. Fomos na sexta-feira de manhã. Bem cedo. E na sexta, já visitamos o castelo de Praga e a praça principal. Tivemos poucos problemas em entender o metrô e trocar o dinheiro (problemas que eu tenho certeza de que não teria se estivesse sozinha, mas mesmo assim). Na sexta, a gente estava comendo no KFC de uma rua que leva ao museu mais importante de Praga, e conhecemos um cara que falou de uma balada de black. Legal. Dia seguinte, depois de andar bastante, voltamos pro hotel, nos arrumamos, e fomos para a tal balada. E foi bem legal. Nessa balada, conhecemos uma alemã que falou pra gente de outra balada, pro dia seguinte. E três americanos de nova york (três das pessoas mais engraçadas que eu já conheci). Nós cinco nos encontramos na outra balada no domingo.
Foi bem divertido, na verdade. Tanto as baladas quanto a cidade. É uma cidade linda, linda mesmo. E pra comer lá é bem barato. Mas tem que ficar atento a pickpockets. E é lotado de turistas. 

Milano
Minha tia, Eny, tinha um congresso ou sei-lá-o-que em Milão esse ano. E eu queria aproveitar para visitar a Itália. E foi bem o que aconteceu.
Eu encontrei com ela e os alunos dela em Milão. Cidade feia, mas vai saber né. O castelo, quem sabe A Última Ceia (do Da Vinci) e o São Siro são as únicas coisas interessantes pra ver por lá. Sério.


Venezia
 Nós só passamos um dia em Veneza. Não chegamos a dormir lá. Mas foi uma das minhas cidades preferidas. Acabei tirando 600 fotos só nesse único dia. Mas não é culpa minha. É que todo lugar que você olha em Veneza é LINDO. Assim, lindo mesmo. É bem diferente. É muito amável. Dá vontade de abraçar a cidade como se fosse um ursinho de pelúcia, porque ela é muito graça!


Lago di Como
Enquanto estávamos na Itália, resolvemos visitar uma cidadezinha chamada Como, que diziam ser muito bonita. Aparentemente, tem um lago lá que é bem bonito. E é mesmo! Mas também ficamos só um dia lá. O que mais vale de lá é a vista que você tem lá do topo!



Roma
E a última cidade que a gente visitou da Itália foi Roma. Que, vamos combinar, é a que mais vale a pena. Antes de vir pra cá (quando eu ainda não conhecia Berlim), se eu tivesse a chance de conhecer só uma cidade da Europa, eu escolheria Roma. E escolheria bem. Porque, além de ter MIL coisas pra ver, é bem impressionante pensar em quanta coisa aconteceu alí, em como essa cidade é importante. E ver o coliseu, ah, é outra coisa. Sabe ? Haha. É muita história para uma cidade só. E a cidade é linda, tão linda. Queria colocar várias fotos aqui, mas vou colocar só uma mesmo.  E é uma da praça da república, que foi a primeira coisa que nós vimos, e foi a primeira coisa que me fez pensar que Roma era ainda mais linda do que eu imaginava.

Potsdam
Potsdam é uma cidade que fica do lado de Berlim. Bem perto, aliás, de onde eu morava em Berlim. É a capital de Brandenburg, o estado onde Berlim supostamente fica (como Brasília em Goiás). E dá pra visitar bastante coisa lá, porque a cidade é linda e tem um castelo lindo (Sans Souci). O problema é que, quando eu a visitei, acabei machucando o pé, e me perdendo muito, e eu só tinha um dia lá. Não vi tanta coisa. Não tanto quanto a Bárbara (minha prima) deve ter visto hoje! Haha. Mas valeu a pena pra ver o castelo e a escadaria dele.

Wien
Wien é Viena, em alemão. Língua que é 'falada' lá.  Ce jura. Eles falam uma mistura de alemão com TURCO, tenho certeza. É incrível! Como é que eles podem falar aquela língua lá e chamar de ALEMÃO ?!
Bom, de qualquer jeito, não tive problemas de me virar lá com o alemão. 
A primeira coisa que eu fiz lá foi ir no parque de diversões, na roda-gigante. Haha, não tenho cara de quem gosta de roda-gigante, mas só de lembrar já me faz sorrir que nem idiota de novo. Haha. Foi minha primeira viagem (de dormir em hostel) sozinha. Tudo deu certo. Até eu ir na roda-gigante e no 'rio bravo' deles sozinha deu certo. O parque é uma graça. Uma. Graça. A cidade também. É super romântica e lindinha. E tem a rua em círculo (que eu sofri pra conseguir pegar o trem para fazer o círculo todo. Assim, tem vários trens que passam por essa rua, mas só o turístico faz a volta toda). Andei visitando também o quateirão de museus, os castelos e a casa do Freud. Foi uma viagem bem boa, eu pude decidir o que eu queria fazer e tudo. E fiz amizade com as meninas que estavam dividindo quarto comigo (nós fomos beber no bar do hostel, foi bem, bem divertido!). Viena tá no meu coração! Haha.

Amboise
E então eu vim pra Amboise. Sofri horrores na minha viagem de Berlim até aqui (minha mala não era das mais leves). Mas acabei chegando viva. 
A mãe da família com quem eu estou ficando aqui foi me buscar. E vindo de carro até aqui em casa, eu fui olhando a cidade. Mas eu estava IN-CON-FOR-MADA. Haha. A cidade é LINDA. Assim, dá vontade de me fantasiar e fingir que estou na Idade Média, sério. Porque as casas são lindas, e de pedra. São brancas, meio beiges, com telhados cinza-escuro, com chaminés vermelhas! Todas. E o castelo é adorável. Amboise é realmente muito amor pra uma cidade só. Mas, depois de visitar outras cidades do interior da França, descobri que as cidades costumam ser assim por aqui mesmo.
A estadia aqui ta boa. Mas eu cheguei em um ponto em que eu estou desanimada para ficar aqui. Sabe, queria voltar pra casa. O que ainda me anima são as viagens de final de semana. Mas agora que estou aqui faz 2 dois meses, não tenho mais vontade de ficar na cidade. Venho direto depois da aula pra ficar lendo, vendo Seinfeld ou dormindo mesmo. Haha. Muita animação para uma pessoa só.
E o francês. Bem, o francês é um problema. Porque eu subi quatro níveis depois que eu cheguei. Mas dentro da minha cabeça não é suficiente. Nunca acho que falo bem o suficiente. Mesmo que esteja lendo livros sem problema agora. E como nunca estou satisfeita, me desanimo quando erro alguma coisinha, e quero desistir. Haha, aí, um segundo depois, fico feliz de ter pulado tantos níveis, volto a ler meu livro, e percebo que sou bipolar. 
Bipolar também com querer voltar pro Brasil, mas aí lembrar de como passarei meus dias lá, e querer ficar aqui. Faz parte, neah ?
Deixa eu falar de Amboise como cidade turística. Bom, tem o castelo. Onde tem uma capela, onde ta enterrado o Leonardo Da Vinci. E tem a casa onde ele morou e morreu. E tem uma igreja que dizem ser linda. Haha, eu mesma só fui ao castelo. Mas vou no resto antes de ir embora, juro.

Les Châteaux de la Loire
castelo de Blois
castelo Chambord
Então, tem um rio que passa por Amboise, que se chama Loire. E por esse rio, existem vários castelos. Eu fui visitar alguns, como o Chambord (meu preferido, sem contar com o de Amboise), o de Blois (uma cidade gracinha aqui perto) e o Cheverny






Tours
Tours é uma cidade bem perto daqui (na verdade, tão perto quanto Blois, mas para o lado contrário). É a cidade mas importante (e maior) da região.  É onde você encontra as lojas internacionais, onde tem cinema em inglês (aqui eles dublam tudo), essas coisas. E a cidade é bonitinha. Nem chega perto de Amboise.


Orléans
Você precisa de no máximo três horas em Orléans. Sem querer acabar com a cidade, mas tem pouca coisa pra ver lá. E depois de conhecer outras cidades do interior da França, você acaba até passando reto pelas coisas simples e gracinhas (como as casas). O interessante de lá é tudo que tem sobre a Joana D'Arc (e nem tem tanta coisa assim). Mas tem a casa dela. Sempre gosto de poder falar que eu conheço a casa de seilá qual pessoa importante. Haha.


No próximo post, falarei sobre Paris e Bruxelas. Hehe.

domingo, 10 de abril de 2011

All Reason Aside, I Just Can't Deny.

Deixe-me explicar minhas razões para não ter postado mais aqui: Preguiça. E falta do que falar. Claro, eu fui para Copenhague, poderia muito bem falar sobre como estava frio, como a língua é esquisita, como eu odeio o dinheiro dinamarquês e como os dinamarqueses são lindos. Mas me parece um pouco sem graça. Sem contar que passei a semana seguinte ocupada, e as idéias sobre Copenhague desaparecem com o tempo. Sobre a balsa, nem tanto. Muito esquisito. Mas nem passei mal.
Espera, preciso fazer isso direito.

København.
A viagem para Copenhague começou às quatro horas da tarde da sexta-feira do dia 25/03.  A gente entrou no ônibus e se preparou para uma viagem de 8 horas. No ônibus, as televisões não mostravam filmes ou coisa parecida. Mostravam o mapa e onde nós estávamos em relação a ele. Indo em direção a Rostock. E depois de chegar em Rostock, a gente entrou na balsa com o ônibus. Tínhamos que descer do ônibus e ir explorar a balsa por algumas horas. Não fiquei enjoada. Só um pouco tonta. Mas ficar no vento, olhando o mar foi bem legal. Claro, não dava para ficar lá por muito tempo (eu tentei, mas meus amigos não deixaram). Aparentemente existe um certo risco de ficar doente. Há. Mas ajudava a passar um pouco a tontura.
Na verdade, a viagem de balsa demorou pouco. Logo voltamos para o ônibus e estávamos na estrada de novo. A viagem de ida e de volta foi ótima. Achei que fosse me cansar, mas foi ótima.
Assim que chegamos em Copenhague, começamos a andar em direção ao hostel (fomos a todos os lugares a pé, e nem eu reclamei). Só a ida até o hostel já me provou que eu estava errada sobre duas coisas. Eu achava que a Alemanha tinha os caras mais bonitos. E a maior quantidade de bicicletas. Aparentemente, quanto mais frio o país, mais bonitas as pessoas e maior a quantidade de bicicletas. Acredite.
Me ajeitei fácil no quarto (que eu estava dividindo com outras 11 pessoas), escolhi rápido meu lugar no beliche. E logo estávamos todos sentados no salão de jogos do hostel, bebendo nossos drinks improvisados, assistindo clipes de um canal dinamarquês. Detalhe, com brasileiros na mesa do lado - brasileiros e outros estrangeiros. E depois do toque de recolher, eu fui com alguns amigos para uma balada dinamarquesa (amigos com os quais eu passei praticamente a próxima semana inteira).
E a balada foi boa. A música não era muito boa. Nem chegava aos pés da música da balada onde fomos uma semana depois. Mas foi o suficiente para eu ver os dinamarqueses dançando. E meus amigos suíços. Um deles, que é muito divertido, tentava dançar como eu danço. E era bem engraçado vê-lo tentando rebolar. Já os outros, balançando suas mãos no ar, sem conseguirem separar o tronco do resto do corpo, sem mexerem o quadril. Muito legal de assistir.
bairro alternativo de Copenhague, Christiania
Depois de um tempo, um dinamarquês veio falar comigo. Aparentemente ele era amigo do DJ, e conseguia bebida de graça. Ótimo. Porque eu adoro não ter que pagar pelo que eu estou bebendo em uma balada. Ele me apresentou a vários amigos, um dos quais era espanhol (difícil encontrar só nativos nas baladas). E eu o apresentei a todos os meus amigos. E a história sobre ele que vou escrever no blog acaba por aqui. Hehe.
No dia seguinte, mesmo chegando tarde no hostel, nós acordamos cedo para conhecer a cidade. Um dos nossos amigos já sabia o que visitar e como, então seguimos o que ele falava pra seguir. Bem que eu podia colocar algumas fotos. A gente visitou um bairro bem alternativo de Copenhague. Um bairro onde você encontra maconha para comprar bem fácil. Entramos em um bar, e, enquanto alguns de nós jogavam Pebolim, eu fiquei no meu canto, de olhos quase fechados, pensando somente no quanto eu queria dormir.
Nyhavn
A cidade é linda. Difícil de explicar. Colocarei fotos. E depois de um tempo, a gente ainda pegou um barco para fazer uma excursão marítima. Dica que a guia falava tudo em alemão, dinamarquês e inglês. E a língua dinamarquesa é bem esquisita. Parece que a pessoa está engasgando. Nem quero aprender.
No bairro alternativo de Copenhague, não se podia tirar fotos. Vai saber porque, neah. 
Já nos outros lugares, podia.
Enquanto eu estava no porto (Nyhavn) com algumas pessoas do grupo, eu estava morrendo de frio. O dia nem estava tão frio, mas eu estava morrendo de frio mesmo. E de sono. Estava cansada ainda da balada do dia anterior.
De noite, no Sábado, a gente ficou de novo bebendo no salão de jogos. E eu também joguei Pebolim com os caras do grupo. Mas quando eles saíram para um bar, eu acabei ficando no hostel.
No dia seguinte, saí de novo com eles para visitar os últimos lugares essenciais para se conhecer em Copenhague. Principalmente a Pequena Sereia.
A Pequena Sereia
A Pequena Sereia é bem pequena, na verdade. Eu acho interessante que exista uma estátua de uma mulher (quase) sereia em uma pedra. Mas também acho que ela significa pouco. É bem símbolo de Copenhague. E o lugar mais visitado. Mas não chega perto de ser o meu preferido de Copenhague (claro que eu fiz minha lista de lugares preferidos - faço isso sempre). Mas é graça. Sereias são graça.
Às três horas da tarde, a gente tinha que se encontrar no hostel para irmos embora. E lá fomos nós, mais oito horas de viagem em direção a Berlim, passando, é claro, pela balsa. E dessa vez, eu tinha esquecido de tomar o remédio contra enjôo e o tinha deixado na minha mala, lá embaixo no ônibus. Reflita. Já estava esperando passar bem mal. Mas não passei. Só mais para o final que fiquei mais tonta. Mas tudo deu certo.
Chegamos em Berlim lá pelas onze horas da noite. E foi quando todo mundo começou a entrar em pânico. Porque todo mundo tinha esquecido de pensar que não tem trens ou metrô depois da meia-noite em um Domingo. E muita gente tinha que pegar várias linhas e vários trens para chegar em casa. Eu mesma não queria, mas achava que teria que ir sozinha. Por sorte (que nunca está do meu lado, mas-), uma menina que foi para Copenhague com a gente morava perto da minha casa. Na rua do lado. Vim para casa com ela. Ainda bem. Também não tem ônibus depois da meia-noite, então tivemos que andar do ponto de ônibus até em casa, e foi bom não ter que fazer isso sozinha.
E foi mais ou menos assim a minha viagem para Copenhague. Só um detalhe: odeio o dinheiro dinamarquês. Ele é bonito. Mas é esquisito. E pra quê, neah ?

Volto logo para falar sobre a semana seguinte.
L.

quarta-feira, 2 de março de 2011

zu viel Kraft in der Lunge für zu wenige Trompeten.

Guess who's back.

Dickes B.
A primeira parte do post vai ser sobre eu sendo turista em Berlim. Nesses últimos tempos, andei visitando Bradenburger Tor, Reichstag (a segurança lá é enorme, é até um pouco constrangedor. Vai saber porque), Denkmal, Deutsches Historisches Museum e a Berliner Dom. Foi bem legal sair por aí, andando por Berlim, procurando coisas lindas. Quando se chega na rua Unter den Linden, é difícil saber para onde olhar. Tudo é muito, muito bonito. Mas muito bonito mesmo. E a Berliner Dom resume bem isso. Porque todos os pedacinhos dela são maravilhosos, e você nunca consegue decidir se você quer ficar sentado na frente dela, dos lados, atrás ou dentro para o resto da sua vida. No museu, fui ver a exposição Hitler und die Deutschen (Hitler e os alemães). Foi bem, bem interessante, estava bem, bem bonita. Mas era um pouco triste. Claro, era o tipo de coisa que só se chega a ver na capital alemã. Mas mesmo assim, era meito triste demais.
Outra coisa que eu andei fazendo foi ir assistir um dos filmes que estavam no Berlinale (sabe, Urso de Ouro ? É o prêmio desse festival). Filme brasileiro. Garanto que não entendi nada do filme até o diretor vir e explicar. Mas foi legal a experiência. Ainda mais que agora descobri (graças à Juliana) uma sorveteria ótima na Alexanderplatz (onde foi o filme) e ando um pouco viciada em tomar sorvete no frio. Não, ainda não fiquei doente. Bom, não de novo.

A Gal.
Na última quinta-feira, resolvi sair com a gal daqui pela primeira vez. Ia ser na casa de um dos caras da escola, pensei que seria bacana. E foi, haha. Quando falo que pensei que seria, dá a entender que não foi. Mas foi. Aliás, foi melhor do que achei que seria. Não garanto que a galera de Sampa seja completamente louca. Mas são mais divertidos do que os daqui. Não que os daqui não sejam. Talvez só esteja mais à vontade com a gal original. Não sei. Mas antes achava que a galera daqui ia ser um pouco louca demais. E pelo contrário, eles são bem mais 'família'. Claro, saem todos os dias, praticamente, e estão quase sempre em bares. Conversando. Ou dançando. Eu fico até um pouco triste. Quanto mais saio com eles aqui, mais quero voltar para o Brasil. De novo, não é porque eu não gosto de sair aqui. É só que eu amo a gal de Sampa (amo vocês, gal!) e eles são realmente muito, muito legais. E eu sinto falta de sair com eles. Haha.
De qualquer jeito, depois de pegar o ônibus errado, e entrar na rua errada, acabei chegando na casa do suíço italiano. Cheguei lá, todo mundo já lá, peguei a primeira cerveja que eu resolvi beber em Berlim. Heineken.
Sim, podem me matar. Demoro três semanas para tomar minha primeira cerveja em Berlim, e acabo tomando Heineken ? Eu mereço. Mas logo depois tomei outras duas que são daqui.
Uma das coisas mais legais de quando a gente sai é a variedade cultural. Claro, noventa por cento é suíço. Mas mesmo assim, tem o grupo que fala francês, o grupo que fala espanhol, o que fala italiano, os brasileiros (meu grupo preferido para conversar, garanto!), os que falam alemão (quando a conversa é entre pessoas de línguas diferentes) e os que falam inglês (vou admitir que muitas vezes eu que começo esse grupo). Achei engraçado também que a gal aqui bebe absinto de boa, e continua conversando. Queria ver algo assim com a gente em São Paulo. Não precisa nem ser em algum lugar muito mais animado (tipo, festa da FASM, haha). Só na casa da Naimi já ia fazer um estrago. Tenho até medo (e saudades) de imaginar.
Ainda não saí com eles para dançar, mas quero muito. Me disseram que eles não tem muito ritmo, que eles não usam nenhuma articulação (a não ser o pulso) e que eles ainda fazem cara de quem está requebrando. Quero muito ver. Ainda mais para colocar o jeito que eu danço do lado do deles. Imagina.
Ontem, depois de irmos ao Reichstag (com a escola, aliás - me senti um pouco na escola mesmo. Fazendo excursão. Um pouco triste), fomos a um bar (bem bacana, mas não tão bacana ao que eu fui no Sábado - história triste). E eu conheci o resto da gal, aquela com quem eu mal falava. E eu adorei. Eles são todos bem legais. E todos adoraram as moedas brasileiras. Ficaram inconformados que elas se parecem com o Euro (acho que a gente deu uma copiada, viu). Até quiseram tentar colocar na máquina que tem lá na escola hoje pra ver se funciona (não funciona).

 Viel Spaß!
Aqui vem a última parte do que eu vou escrever hoje. O visto. Ah, visto do inferno. Segunda-feira de manhã, cheguei no que vou chamar de LOTV (Lugar Onde Tiro o Visto - ainda não descobri como chama esse lugar). Cheguei para o primeiro cara que estava lá, no pior alemão que eu pude reunir dentro de mim, perguntei onde ir. Quando entendi que ele queria ver meu passaporte, ouvi ele dizer que era no prédio C. Lindo. Acabei descobrindo que era tudo o mesmo prédio. Mas oks. Fui até o C. Vi lá 'Brasilien'. Segui. Cheguei para o primeiro cara lá dentro, mostrei passaporte, ele me mandou ir até o segundo andar. Lindo. Cheguei lá, não sabia onde tirar senha. E pior: tinha uma placa escrito No Students On This Floor (única coisa em inglês do prédio inteiro). Sofri um pouco. De medo de estar no lugar errado. Sem contar, que eu não conseguia achar onde tirar uma senha. Desci na indecisão mais uma vez e perguntei para outro cara onde eu ia. Ele falou que para estudantes só estava aberto no dia seguinte. Fui assistir o resto da aula.
Dia seguinte (ontem) às seis e cinquenta da manhã, lá estava eu, andando pela rua gelada e interminável que levava ao LOTV (andei tanto naquela rua, juro, odeio lá. Haha). Cheguei sete em ponto lá. Feliz da vida com a minha pontualidade. Pense bem, fui uma das primeiras pessoas a pegar a senha (acabei achando onde tirava). Uma hora depois fui atendida. E descobri que tava no lugar errado. Lindo. Só que ninguém sabia onde eu devia ir! A mulher disse que para Sprachkurs era no andar debaixo. E eu perguntei para o cara do andar de baixo, ele disse que era para estudantes de universidade, putaquepariu (meu blog, posso xingar quanto quiser. Ou será que devo colocar uma advertência antes ?). Rodei aquele prédio mais umas mil vezes até decidir ficar onde estava marcado 'Estudantes'. Só que a maquininha de tirar senha não tava dando senhas. Chorei um pouco, mas fiquei sentada lá. E, fair enough, depois de um tempo, ela voltou a dar senhas, e eu tirei a minha. Tudo certo ? Quase. Porque quando fui ser atendida, descobri que precisava ter me registrado na prefeitura de Berlim antes. O que eu não tinha feito. Posso falar ? Lindo. Muito lindo da minha parte. Sai andando naquela rua insuportável de volta ao metrô, rodei as linhas mais um pouco e vim parar aqui perto de casa, para me registrar. Antes, passei na escola para poder ter certeza de que só precisaria ir na prefeitura uma vez. Quando cheguei lá, no Rathaus (sei como soa, mas não tem nada a ver), eram dez e meia e só abria às onze. Melhor. Porque, assim que abriu, lotou. E eu ainda fui a oitava pessoa a tirar senha. E me registrei, finalmente. A mulher de lá foi super legal, super compreensiva. Me animou um pouco mais.
Peguei de novo as mil linhas de metrô e voltei a andar naquela rua insuportável, já esperando algum outro tipo de fracasso. Cheguei e me sentei, sabendo que faltava menos de uma hora para o LOTV fechar. E a maquininha de tirar senha não estava dando senhas. Me sentei e rezei para todos os deuses nos quais eu não acredito. E logo ela funcionou. Tirei minha senha e, em menos de cinco minutos, entrei.
O cara que me atendeu então era bem simpático. Mostrei nem metade dos papéis que tinha preparado com meu pai no Brasil (pois é, pai) e ele me falou que eu logo iria ser chamada novamente para uma entrevista do visto. Meio assustador. Mas nem foi. Quando entrei no escritório, a primeira coisa que a mulher me perguntou foi se eu falava Alemão. As duas outras únicas perguntas foram: 1) se eu ia fazer alguma coisa além de estudar Alemão; e 2) se eu ia querer ficar aqui mais do que até dia 25 de Junho. Falei que não para as duas, e acabei ganhando visto até o final de Julho. Vai entender. Mas acontece também, que precisava pagar. Cinquenta euros. E eu não sabia. Em dinheiro. Por sorte (coisa rara na minha vida), eu tinha na carteira. Paguei e peguei meu passaporte. Juro que quase abracei a mulher. Mas vai saber, né. Ela é alemã. Melhor não. E eu teria chorado também. Mas não costumo chorar de alívio. Ou felicidade. Só se eu estiver vendo o Eminem na frente. Ah, saudades daquele dia.

Am Ende
O que importa agora é que eu tenho o visto para a Alemanha! Haha. Agora meu pai pode oficialmente ficar calmo. E eu também. Porque, vai que, neah. Ou ia, neah.
Título do post normalmente é a música que estou ouvindo. E ando ouvindo a mesma música desde sexta passada: Dickes B, do grupo Seeed (sim, três e's). A tradução do título é mais ou menos (no meu Alemão): vigor demais nos pulmões para poucos trompetes. Procure no youtube. Ou clique aqui. Mostra vários lugares legais de Berlim, que é, aliás, a cidade mais legal da face da terra. Não queria falar nada, mas é concorrente forte para São Paulo.
Ah, que saudades de São Paulo. E das pessoas do Brasil. Saudades de vocês, gente. E de como as coisas são aí. A comida, o transporte que não funciona, a pontualidade inexistente. Tudo. Haha. Cheguei ontem no ponto de ônibus às cinco e 20 porque sabia que ia ter um ônibus às cinco e vinte e um. E assim que eu cheguei ao ponto, vi o ônibus chegando na rua. Juro, pensei, "cara, como eu amo essa cidade". Até eu aqui sou pontual (ainda não cheguei atrasada em lugar nenhum). Reflita.



L.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

So Raise Your Glass.

Post de hoje não vai ser "diário de bordo" (há). Vai ser só sobre os meios de transporte na Alemanha. Bom, em Berlim. Vai que no resto da Alemanha é diferente. Se até a língua muda, por que os trens ficariam os mesmos ?
Bom, que seja. Vamos começar então pelo "metrô". Aqui tem dois tipos de trens, um que é mais trem, e outro que é mais metrô. O trem vai por cima da terra, S-Bahn. E o metrô é U-Bahn. Mas o S-Bahn tem algumas estações que são embaixo da terra também, mas mais por comodidade mesmo. Eu acho. Vai saber. Às vezes a idéia nem era de um ser sobre a terra e outro ser sob. Às vezes foi coincidência. Haha, brincadeira. Tenho quase certeza que o S e o U são referentes a isso. Quase certeza (mínima idéia).
Em relação aos 'Bahn's, quando tem mais de um S-Bahn ou U-Bahn na mesma estação, há grandes chances de eles pararem na mesma plataforma. Trafegarem no mesmo trilho. Só eu acho isso estranho ? Então, quando o trem vem, você precisa ter certeza de que é o que você quer. Normalmente vem escrito no trem (nunca vi o contrário, mas vai que, neah ?) e também tem uma plaquinha na plataforma mostrando o nome do próximo trem (e quanto tempo ele vai demorar pra chegar) ou do trem que ta parado nessa plataforma. Quando não tem trem na plataforma, tem o nome do próximo, neah (todo mundo acompanhando ?) e com o tempo que vai demorar pra chegar (normalmente os trens vem de 10 em 10 minutos). E quando ta escrito que vai demorar 4 minutos, é porque vai demorar 4 minutos. E se vier antes, não sai da plataforma até dar 4 minutos. Vai entender. Deve ser pra se manter 'pontual'. Quando você está em um S-Bahn e quer mudar para um U-Bahn (ou vice-versa), é provável que você tenha que sair na rua. Mas normalmente tem placas avisando a saída mais perto da entrada do outro. Bem bonitinho. Principalmente na Potsdamerplatz (lovie). 
Uma coisa é normal para todos os tipos de trens. Todos são quentinhos. Haha. Na verdade, acho que tem várias coisas em comum. Todos são indicados pela última estação daquela direção (wie o metrô de São Paulo). Todos avisam a próxima estação, as próximas três, e por que lado sair. Todos em Alemão. Haha. E todos precisam ter seus botõezinhos apertados para abrir a porta. Se ninguém vai entrar e ninguém vai sair, não existe razão para deixar o calor conservado ali dentro sair. Juro, esse calor é muito estimado. O botão está dos dois lados da porta. Fica verde quando pode ser apertado, fica vermelho quando já foi apertado. E faz a porta abrir. Mesmo que o trem ainda não tenha parado. Reflita. A não ser que você ande pela linha nova (U55). Lá é tipo uma maçaneta. Descobri hoje. Fiquei procurando o botão. Um pouco tristeza.
A coisa mais esquisita desses trens é que é fisicamente possível andar neles sem pagar. Não tem ninguém, nem nenhuma catraca te barrando. Você é livre pra entrar e sair quando quiser. Bom, quase livre. Porque de vez enquando passa alguém conferindo se todo mundo tem bilhete. Mas isso ainda não aconteceu comigo. Se você for pego sem bilhete, precisa pagar uma multa de 40 euros (acredito). Mas um Monatskarte resolve muita coisa.
Acho que falei tudo que precisava sobre os trens. Qualquer coisa eu edito depois. Hehe.
Agora os ônibus. Funcionam quase como no Brasil. Mas aqui você não precisa chamar os ônibus. Param mais ou menos dois ônibus por ponto. E quando o motorista vê que tem gente parada no ponto, segurando seu bilhete, olhando pra ele, ele para. Sem precisar tirar sua mãozinha linda do bolso quentinho. Detalhe do bilhete: é o mesmo bilhete que no trem. Se você já o tiver. Eu só mostro diariamente meu bilhete mensal para ele e eu posso entrar. Mas antes de tê-lo, tinha que comprar (2,5 euros!) toda vez que entrava no ônibus. Com o motorista. Enquanto as pessoas compram (o que quase nunca acontece), todo mundo fica lá, parado, esperando na diagonal. Diagonal, porque o ônibus inclina quando para pra alguém subir e/ou descer. Ele inclina. Só eu acho isso esquisito ?  Inclina. Tipo essas letras em itálico. Haha. Os pontos de ônibus também tem nomes. Nada muito criativo, na verdade. Nome vem da próxima rua e coisa assim. Mas existem dois botões no ônibus. Um é para pedir para o ônibus parar, e o outro é para abrir a porta. O motorista normalmente abre a porta. Mas quando você ainda precisa sair e ele já ta querendo abrir a porta, é só dar uma apertadinha. E elas abrem.
Acho que é só. Poderia falar dos aviões, mas acho desnecessário. Se eu for para Kopenhagem, falo dos navios. Haha. Apesar de que, como os aviões, eles devem ser iguais em todos os lugares. E também nunca andei de navio no Brasil. Comparação indisponível (não gosto da idéia de entrar em um navio - dica).



Editado: Queria falar também que nos trens e nos ônibus pode-se levar cachorro, bicicleta, carrinhos de bebês enormes, o diabo a quatro. Sério. Já vi tanto cachorro graça! Coraçãozinho (dica, Naims). E tanto carrinho de bebê enorme. E tanta bicicleta.
O que me leva a outra parte da edição desse post: as bicicletas. Parte importante dos transportes de Berlim. Porque tem uma ruazinha para as bicicletas em praticamente todas as calçadas. E elas tem sinais de trânsito. Sim, semáforos para bicicletas. É tão Alemanha. Haha.
Sobre os carros, para poder falar alguma coisa, eles são bem mais calmos. Na minha opinião, andam bem devagar. Mas, (assumo que seja) por causa disso, quando o semáforo de pedestre te avisa que você pode atravessar a rua, ainda tem carros virando na rua. E você pensa (ou eu, no caso), "Hãn, esse carro vai me atropelar ?!". Mas eles não atropelam. Eles esperam você passar, depois passam. Nunca entendi porque funciona. Ou como. Talvez não exista pessoas o suficiente em Berlim. Porque isso em São Paulo seria uma tragédia. Não quero nem imaginar.
Bom, é só. Ah, não. Espera. Também já vi caixas eletrônicos nas plataformas abandonadas (sem catracas ou pessoas) dos Bahns. Imagina essa cena no Brasil. Você lá, na plataforma quase vazia, tirando dinheiro, na maior segurança possível. Reflita.



L.